2 de julho de 2010

O outro

Ele estava desarmado. Em meio àquela ironia que se chamava vida, conseguia surpreender-se cada vez mais. Só não sabia ao certo se aquela mais nova ironia era boa ou ruim.
Talvez os dois.
Sentia-se envergonhado, pois errara de maneira vergonhosa. No entanto, sentia que uma nova confiança começava a surgir dentro de si. A confiança no outro. Isso era mais do que bom. Mas ainda assim, a vergonha prevalecia.
Percebera naquele acontecer crucial que não cabia a ele julgar. Não cabia a ele dar um de Deus e falar mal do outro, quando era tão humano quanto.
Sofrera, realizando tal feito, uma espécie de lição muda. Que só ele entendera. Nem mesmo quem a dera havia percebido o feito.
“Quer que eu fale com ela?”
O outro, aquele que recebera xingamentos pelas costas, acusado de desejá-la, havia oferecido ajuda. Havia sido o motivo da briga e agora, após receber tais acusações havia oferecido ajuda. Não tinha conhecimento das acusações, mas ainda assim, só pelo simples fato de querer ajudar, já mostrava que não possuía culpa alguma.
Era o fim para ele, pois brigara a toa. Mostrara-se infantil, sem razão e um lixo. Mostrara-se tudo menos o que ela esperava que fosse. Diante de tal fato, negou a ajuda e desculpou-se mentalmente, incapaz de admitir em voz alta o erro que cometera.

4 comentários:

Reh Cháviñón disse...

Conheço essa história de algum lugar... hahaha n-
é bizarro quando identifico alguma fase da minha vida nas suas crônicas/contos Bells u.u

Bella Fowl disse...

uHSAUHASUSHAUHSAAS. Acontece xP. É aquele lance da mímese que estudamos em Português no primeiro ano.

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


TE SIGO TU BLOG




CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...


AFECTUOSAMENTE
ACROSS THE UNIVERSE

ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DEL FANTASMA DE LA OPERA, BLADE RUUNER Y CHOCOLATE.

José
Ramón...

Bella Fowl disse...

Gostei muito do post, José. Muito obrigada.

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