25 de junho de 2010

Elizabeth,

Posso não ser o homem ideal para ti, já que não sou nem de longe nobre. Ainda assim posso dizer que meus sentimentos são dos mais nobres possíveis. Não lhe desejo o mal, apenas a felicidade extrema. Amo-a como amo a Deus, e você sabe muito bem a devoção que tenho a Ele. Posso afirmar que nunca senti isso por ninguém e que sinto-me seguro em lhe dizer aquelas tão conhecidas palavras: Eu te amo.
Não nos vemos há muito tempo e não sei ao certo o que isso possa significar. Tu não respondes às minhas cartas, mas continuarei esperando por qualquer tipo de sinal. Sei bem da dificuldade que tens em me encontrar ou em escrever, por isso não pressiono. Nem sequer cabe a mim pressionar.
Mas tenhas ciência de que espero e que esperarei. Por anos talvez, mas que esperarei. Nem que para isso tenha que enfrentar às mais profundas tristezas ou ao mais indescritível vazio.
Amo-te. Não canso de repetir isso e nunca cansarei, pois é a mais profunda verdade.
Com amor,
Daniel

3 comentários:

ANA CLÁUDIA disse...

Que lindo. Por que será de repente escrever cartas de amor se tornou antiquado? Como dar flores.. Acho que devo ter nascido na época errada. rs. Lindo texto, gostei muito.

Bella Fowl disse...

Acho que escrever cartas de amor tornou-se antiquado porque o conceito do que é realmente o amor mudou e que as formas de demonstrar esse sentimento também sofreram alterações. É lamentável que essas mudanças foram para pior, mas é a vida... Também devo ter nascido na época errada, Ana.

Fabiano disse...

que bela declaração de amor.
sei o que é esse sentimento, amar alguém e ao mesmo tempo não poder estar do lado da pessoa. mas eu não desisti e hj estamos juntos.
parabéns.

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