31 de março de 2010

Rio, 31 de Março de 2010

A primeira palavra já lhe causava estranhamento. Imagine então o restante! O Rio, cidade que estava a quilômetros de distância da sua. Aquele 31, indicando a imensidão temporal que ficara longe de casa. Aquele 2010, exibindo a nostalgia do 2009 que passou e que ainda causa saudade e lembrança. E aí vinha aquele vazio imenso que tanto conhecia, aquele vazio imenso que tanto brincara em sua poesia. Mas que agora não era mais só brincadeira, era real. Era um vazio que provocava, em sua mente, o desejo de ir embora.

Longe de casa, da família, da antiga escola e de amigos.

Por mais que outros queridos lhe aparecessem ou por mais que tivesse uma nova casa, ainda assim não era seu lar. Aquela mísera palavra de apenas uma sílaba que perdia-se rapidamente no ar possuía mais significado do que jamais pensara. LAR. Nem dava para gastar muito tempo falando-a, mas dava para senti-la como uma faca que a cortasse. LAR, LAR, LAR! Uma facada, outra facada, e depois mais outra...

Era esse o efeito que a lembrança daquela pequena palavra lhe causava.

2 comentários:

Patrícia Camila disse...

Bella, amei. Pura verdade,

Cah. disse...

Benhê, tem selinho pra vc no meu blog!!
Parabéns!!

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